'Não via maldade em ninguém', diz amiga de jovem encontrada morta após passar dois dias desaparecida em Bom Jardim



"Vitória era uma pessoa boa. Não via maldade em ninguém, ajudava a todos. De todas as formas que ela pudesse ajudar, ela ajudaria. Queria estudar, queria trabalhar". O depoimento foi dado pela estudante Maria Clara Moraes, amiga de infância da jovem Maria Vitória Braz de Souza, que desapareceu na terça (29) e foi encontrada morta na quinta (1º), em Bom Jardim, no Agreste.

O velório e o enterro de Maria Vitória reuniu muita gente e causou comoção no município de Bom Jardim. Amigos e parentes realizaram um cortejo pelas ruas da cidade. Alguns deles vestiam camisas com o rosto da menina e carregavam cartazes pedindo por justiça.

O corpo de Maria Vitória apresentava lesão na cabeça e no rosto. Ainda não há confirmação se ela sofreu abuso sexual ou não, nem mesmo qual seria a motivação do crime. Segundo o delegado do caso, Fabrício Lima, inicialmente, não havia evidências de violência sexual, mas aguardava o resultado da perícia.

"É literalmente um mistério, não tem explicação [o que aconteceu]. Foi uma morte muito desumana, sabe? Como os policiais falaram: quem souber de alguma coisa, viu alguma coisa, procure a polícia para falar", declarou a estudante

O corpo de Maria Vitória foi encontrada em uma área rochosa por um morador da área rural do município. Peritos estiveram no local e relataram que ela tinha marcas de violência por todo o corpo.

"A Polícia Civil trabalha com várias linhas de investigação, tanto na questão de crime passional e também uma questão de um ato motivado por vingança, por alguma desavença do passado. Estamos trabalhando com várias dessas linhas, nenhuma está descartada até o momento", afirmou o delegado responsável pelo caso.

Os peritos afirmaram que a jovem pode ter sido golpeada com uma barra de ferro ou pedra, objeto ainda não encontrado. O perito criminal Raphael Wanderley declarou que, além dos sinais de luta corporal, a vítima foi encontrada com a saia levantada.

Parentes e amigos próximos foram já ouvidos pela Polícia Civil e, segundo o delgado, mais pessoas devem ser ouvidas nesta sexta-feira, como moradores das imediações do local onde o corpo foi encontrado.

Fonte G1

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