Brasil tem mais de 10.000 casos de coronavírus e 432 mortes

Neste sábado, o Ministério da Saúde corrigiu o número de mortes confirmadas pela covida-19 no Brasil (4). O número correto é 432, não 431, conforme indicado anteriormente. O Brasil ultrapassou 10.000 pessoas infectadas com a covid-19, atingindo 10.278 casos, segundo o boletim do Ministério da Saúde publicado na tarde de sábado. A taxa de mortalidade é de 4,2%. 72 mortes e 1.222 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas. O número de mortes é 432.

Nos próximos dias, os números deverão crescer rapidamente, devido ao maior número de testes realizados pelos Estados. O Estado de São Paulo continua tendo o maior número de vítimas, com 4.466 pessoas infectadas e 260 mortas. O Rio de Janeiro tem 1.246 casos de contaminação e 58 mortes. O Ceará tem 22 mortes e 730 casos. Na pesquisa divulgada neste sábado, apenas os estados de Mato Grosso e Acre não registram mortes no país.

 No momento, toda a preocupação do governo está centrada nas formas de prestação de serviços à população. A precariedade e a falta de suprimentos, camas e itens de segurança são comuns em todo o país. O documento elaborado pela Secretaria de Vigilância em Saúde afirma que a capacidade laboratorial do Brasil ainda é insuficiente para responder a esta fase da epidemia.

A Rede Nacional de Laboratórios é semi-automatizada, composta por 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), Instituto Evandro Chagas e todas as unidades da Fundação Oswaldo Cruz que juntas, a plena carga, são capazes de processar aproximadamente 6.700 exames por dia.

Para o momento mais crítico da emergência, será necessária uma expansão para realizar de 30.000 a 50.000 testes de RT-PCR, que é o tipo de exame mais confiável. O Ministério alerta que "não há escala de produção nos principais fornecedores para o fornecimento de kits de laboratório para pronta entrega nos próximos 15 dias".

Além disso, afirma que há uma escassez de profissionais de saúde treinados para lidar com equipamentos de ventilação mecânica, fisioterapia respiratória e cuidados avançados de enfermagem para lidar com pacientes graves em Covid-19. Outro ponto fraco são os locais onde os casos críticos são tratados. "A UTI e os leitos hospitalares não estão adequadamente estruturados ou em número suficiente para a fase mais aguda da epidemia", diz o relatório.

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