Paciente morre 6 dias após mostrar os sintomas iniciais do coronavírus

O Brasil confirmou a primeira morte por coronavírus no país na terça-feira. Este é um homem de 62 anos com diabetes e pressão alta. Ele não tinha histórico de viajar para o exterior e foi levado para um hospital particular em São Paulo. O nome do local não foi divulgado. Segundo o especialista em doenças infecciosas David Uip, coordenador do Centro de Emergências Coronavírus do Estado de São Paulo, o paciente apresentou sintomas em 10 de março, foi hospitalizado no dia 14 e morreu na segunda-feira, seis dias após o registro dos primeiros sintomas.
O infectologista disse que outras quatro mortes ocorreram no mesmo hospital em que o homem de 62 anos morreu. Ele não sabia se todos estavam no mesmo hospital. Atualmente, a cidade de São Paulo é o epicentro da doença no Brasil, com pelo menos 154 casos confirmados, sendo 162 no estado (oito em Grande SP) e 234 no país, confirmados pelo Ministério da Saúde.
 
Em uma nova etapa da doença, o Brasil começa a entender algumas de suas dinâmicas. Segundo Uip, já é possível saber que o período de incubação do vírus é em média de três a oito dias menor que o esperado. "Com isso, pediremos ao Ministério da Saúde que altere o padrão de quarentena dos atuais 14 para 10 dias", disse Up. Há razões para pensar que isso reduzirá o impacto econômico.
 A primeira morte no Brasil foi uma das pessoas mais sensíveis à doença: idosos acima de 60 anos com alguma comorbidade. "As mortes estão de acordo com o que já sabemos", disse Uip. Segundo os últimos dados oficiais da Itália, houve 2.158 mortes no país. Em 16,6%, a taxa de mortalidade para pessoas acima de 90 anos é de 19%.
Além disso, investigações internacionais mostraram que os coronavírus não apenas se espalharam mais rápido que a gripe, infectaram mais pessoas, mas também foram mais letais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em Wuhan, a China é o primeiro centro epidêmico da epidemia, com 2% dos pacientes detectados mortos e, além desse número, esse número é próximo de 0,7%. Essa proporção é de 3 a 20 vezes a taxa de mortalidade por influenza comum (0,13%) e influenza H1N1 (0,2%).

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