“Eles não se importaram nem depois da morte”, diz tia de bebê encontrada com formigas

“Foi completamente desumano, desrespeitoso, horrível. As pessoas não têm mais amor real, não são tocadas pela dor dos outros. Eles não cuidaram do meu sobrinho mesmo depois da morte ”. O relato da garçonete Danieli Valmaceda, 32, ao Campo Grande News nesta segunda-feira (9), é marcada pela dor daqueles que viram uma cena da qual não podem escapar de suas memórias: um bebê morto no meio de lençóis e formigas sujos na maternidade de Corumbá.
O menino Killian Lima de Carvalho nasceu em 4 de março, com sinais de icterícia, uma doença que deixa as crianças com pele amarela e, em casos de complicações, pode levar à morte. Danieli diz que uma enfermeira comentou imediatamente que o bebê era um forte candidato para ir à luz, uma maneira comum de se referir ao procedimento de fototerapia. O parto foi cesáreo, aos nove meses de gestação e sem problemas de pré-natal. A tia diz que o pediatra que acompanhou o parto viu a criança apenas duas vezes: no nascimento e dois dias após o parto. Entre os dias 4 e 6, a situação da criança chamou a atenção de outros profissionais, como ginecologista, psicólogo e outro pediatra.
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 “No dia seguinte ao nascimento, estava muito mais amarelo. O ginecologista apareceu. Ele disse que minha irmã estava bem, mas perguntou se ela estava criando um canário e que era para chamar o pediatra ”, diz a tia. Na sexta-feira, dia 6, o bebê, segundo a família, continuou sem o banho leve. "Quando cheguei lá. Ele estava laranja, com olhos verdes. Fiquei apavorada, saí com ele no corredor, o levei para tomar banho de sol. No corredor, encontrei outro pediatra, que o acompanhava. para pediatria ", relata. Nesse momento, o médico também pediu para ligar para o pediatra que acompanhava o parto.
No entanto, mesmo em fototerapia, a criança não apresentou melhora. Danieli diz que, diante de seus comentários, a enfermeira ligou o termômetro e descobriu que a criança estava com febre. Em seguida, a situação piorou e, no sábado de manhã (dia 7), a família foi avisada pelo hospital de que o bebê havia morrido pela manhã, vítima de parada cardiopulmonar. A família aguarda os resultados dos exames realizados durante a internação.

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