Criança morre após suposta agressão praticada pelo padrasto

Uma bebê de sete meses que estava em coma após ser espancada morreu nesta quinta-feira (12). O G1 conversou com a avó materna que em entrevista, pediu justiça no que aconteceu com a neta.
 A polícia civil está investigando o caso, que foi registrado como violência doméstica e lesão corporal. O principal suspeito é o padrasto da criança. 
Emilly Valentinna Andrade foi internada no Hospital Irmã Dulce em Praia Grande, no litoral de São Paulo, no último sábado (7), com várias contusões e suspeita de traumatismo craniano. A menina não resistiu cinco dias após a internação. O padrasto é suspeito de ter cometido a agressão.
 A avó, Sandra Regina de Andrade, lembra que a jovem de 22 anos chegou em casa com a menina já desmaiada nos braços. "Ela bateu na porta aqui e começou a chamar meu outro filho. Quando saí, ela tinha a garota inconsciente em seus braços. Perguntei o que havia acontecido, mas ela disse apenas que ela havia desmaiado", diz ela.
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A família mora na cidade de Itanhaém e Emilly Valentinna foi encaminhada à UPA em Peruíbe, cidade vizinha. No local, o padrasto relatou que a garota havia engasgado com a mamadeira. A avó disse que o médico afirmou que a bebê foi atingida na cabeça.
"Eles descobriram que ela foi atingida, o cérebro não respondeu mais. Foi quando ligaram para o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. Eles intubaram minha neta e a levaram ao Hospital Irmã Dulce. Ela foi lá com traumatismo craniano", conta Sandra. .
 Para a avó, não há dúvida de que o padrasto agrediu a menina. Segundo ela, a mãe de 21 anos trabalhava durante o dia e ele costumava ficar com a bebê, mas a família diz que nunca notou sinais de agressão. O corpo de Emilly Valentinna foi enterrado nesta sexta-feira à tarde (13), no cemitério de Peruíbe. "Ele só fez isso quando minha filha não estava em casa, não notamos nada. Quero justiça. Não vou me acalmar até que ele esteja na prisão. Não foi por acaso, ele já se contradiz três vezes no depoimento. Pela gravidade, era como se ele a tivesse jogado no chão. Ele tirou a vida de uma criança inocente e isso não ficará impune ", declarou.
O caso foi registrado na sede de Peruíbe e a equipe de investigação do delegado de polícia Marcos Roberto da Silva está acompanhando o caso. Assim que soube da denúncia, o padrasto veio espontaneamente à delegacia para testemunhar. Na UPA, ele alegou que a criança havia engasgado com a mamadeira, segundo a polícia militar. Quanto à polícia civil, o padrasto disse que o bebê havia caído. Além do suspeito, várias pessoas foram ouvidas e o caso está sob investigação.

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