Pai perde 15 quilos para doar órgão e salvar filho recém-nascido

A princípio nenhum dos pais poderiam ser doadores para o recém-nascido
O recém-nascido precisava urgentemente de um transplante de fígado

Recém-nascido precisa de transplante e pai emagrece rapidamente para ser doador

Sawyer é um recém-nascido que precisava com urgência de um transplante de fígado para sobreviver. Logo que nasceu o bebê foi diagnosticado com Síndrome de Alagille, um sério distúrbio genético.
A mãe do menino, Josie, também é portadora da síndrome, o que lhe impedia de doar o fígado ao filho. Enquanto, Sean Kelley, o pai, foi prontamente eliminado da lista de possíveis doadores, já que seu peso não era adequado.
Foi então que Kelley começou uma grande luta para perder peso o mais rápido possível para que pudesse se qualificar como um doador. O papai mexeu bastante na alimentação e ainda começou a se exercitar ativamente a partir de agosto do ano passado.
“Eu não sabia se seria compatível com Sawyer ou não, mas mesmo para passar pelo processo de avaliação, eu tinha que perder um certo peso”, disse o pai em entrevista ao programa Good Morning America. Para se qualificar para os testes, Kelley perdeu aproximadamente 15 quilos em quase 5 meses.
Quando alcançou peso desejado, os médicos começaram as avaliações. Após algum tempo, o coordenador da área de transplantes pediátricos de um hospital em Pittsburgh, nos Estados Unidos, lhe deu a notícia: você é compatível e a cirurgia será agendada. “Eu literalmente tive que me sentar”, relembra o pai sobre a sua reação ao saber da grande novidade.
A Síndrome de Alagille é uma doença genética que reduz o número de ductos biliares intra-hepáticos do organismo, resultando principalmente em sérios danos ao fígado. A condição ainda pode atingir o coração e outros órgãos vitais. Outros três filhos do casal também nasceram com o distúrbio.
O transplante do pequeno Sawyer aconteceu em dezembro de 2019 e a cirurgia foi um verdadeiro sucesso. “Acreditamos que ele será muito mais saudável com esse fígado e será capaz de suportar infecções e coisas que antes eram grandes obstáculos para ele”, afirmou o médico responsável pelo transplante do bebê.

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