Padrasto suspeito de matar irmãos em lagoa é linchado em delegacia


Luciano de Oliveira, 35 anos, preso na última quinta-feira (14) pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), suspeito de matar, em parceria com a esposa, os próprios filhos foi linchado na manhã desta terça-feira (19), dentro da cela onde está custodiado na 4ª Delegacia Metropolitana em Aracaju (SE).
Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foi aberto um procedimento criminal para apurar a agressão. Segundo a delegada Carina Rezende, titular da 4ª Delegacia, o interno foi agredido por outro custodiado identificado como Marcus Vinicius Ferreira de Melo, 39 anos, que está preso temporariamente por tentativa de homicídio. Marcus tem sinais de esquizofrenia e foi ele o único autor da agressão.
Luciano foi socorrido pelos policiais civis e encaminhado para o hospital da zona sul para fazer exames e demais procedimentos médicos. A delegada Carina Rezende já começou a interrogar Marcus Vinicius e demais testemunhas.
Ainda de acordo com a nota, Luciano passa bem e deverá retornar a uma unidade policial da capital ainda hoje.
Relembre
Sara Yasmin Gomes, 10 anos, e o irmão dela, Mikael Allan Santos Silva, 5 anos, desapareceram no dia 6 de novembro. O sumiço das crianças foi registrado pela própria mãe no dia 7. Os corpos de ambos foram encontrados boiando em uma lagoa no bairro Santa Maria dois dias depois.

Foto: Reprodução Record TV
Na última segunda-feira (11), a Polícia Civil confirmou o assassinato, após um laudo preliminar do Instituto Médico Legal. Segundo o delegado responsável pelo caso, Mário Leony, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), os irmãos foram jogados na lagoa após golpe de instrumento contundente. As crianças foram encontradas com politraumatismo e traumatismo craniano. Ainda segundo ele, ambas as vítimas estavam com os pulmões secos, o que indica que a morte não foi por afogamento.
Na sexta-feira (15), a mãe das crianças, Juciara Soares dos Santos, de 38 anos, e o companheiro dela, Luciano de Oliveira, foram presos.
Depois de alguns depoimentos à polícia, Juciara confessou ter presenciado o crime, cometido pelo seu companheiro, que teria a ameaçado. Ela diz também ter visto o companheiro levar as crianças e escutou o som dos corpos sendo jogados no lago. Luciano nega a autoria do crime.
A polícia também vai investigar a morte de outro filho de Juciara, Tauã, à epoca com três anos. O menino morreu por afogamento no povoado Pitanga, em São Cristóvão.

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