Patrimônio de Bom Jardim



Nesta casa morou o ex Governador de Pernambuco Dr. Otávio Correia de Araújo que teve duas passagens breves pelo Governo de Pernambuco. 


A primeira, em 1947, como presidente da Assembleia Legislativa, deixando o cargo ainda em 1948. A segunda, em 1958, como vice-governador, permanecendo no cargo até 1959, quando, após as eleições, foi sucedido por Cid Feijó Sampaio (1959-1963). Otávio Corrêa de Araujo foi um dos chefes políticos de Bom Jardim-PE e Governador de Pernambuco. Era casado com a bonjardinense Maria Elizabeth (de Lucena ) Navais Correia de Araújo, com quem teve cinco filhos.
No livro Gorjeios do poeta bonjardinens Doddo Félix, ele escreve uma poesia sobre o político.
Corrêa de Araújo! Nossa história
não lhe guardou o nome, infelizmente,
negando assim a merecida glória
a quem merece mais que muita gente,
Parlamentar honrado e persistente,
graças a sua brilhante oratória
conquistou para nós esta vitória:
Bom Jardim se tornou independente.
Somos todos então seus devedores,
pois foi ele o maior dos lutadores
pela conquista da emancipação.
Resgatar uma dívida, portanto,
mesmo que tenha demorado tanto,
não é favor, é pura obrigação!
Otávio Correia de Araújo nasceu em Cabaceiras (PB) no dia 27 de outubro de 1900, filho de Tranqüilino Correia de Araújo e de Severina Cavalcanti de Araújo. Cursou o Ginásio Pernambucano e bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife, em 1928.
Em 1930 foi nomeado prefeito de Vertente (PE). Após o fim do Estado Novo (1937-1945), elegeu-se deputado constituinte estadual em Pernambuco, no pleito de janeiro de 1947, pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Presidiu a Assembléia pernambucana durante os trabalhos constituintes e, nessa condição, logo após a promulgação da nova Carta em julho de 1947, assumiu o governo de Pernambuco em substituição ao interventor Amaro Gomes Pedrosa. Transmitiu o cargo em fevereiro do ano seguinte a Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, que fora eleito governador em janeiro de 1947 e cuja posse foi retardada em conseqüência de recursos interpostos por seus adversários na Justiça Eleitoral. Reassumiu interinamente o governo pernambucano em junho de 1949. No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda da Coligação Democrática Pernambucana, formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Republicano (PR), o Partido de Representação Popular (PRP), o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Libertador (PL). Iniciando o mandato em fevereiro do ano seguinte, licenciou-se de dezembro de 1952 a julho de 1954 para ocupar a Secretaria do Interior e Justiça de Pernambuco durante o governo de Etelvino Lins (1952-1954). No pleito de outubro deste último ano elegeu-se deputado estadual em Pernambuco na legenda da Aliança Social Democrática, constituída pelo Partido Social Progressista (PSP) e o PL. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1955, para assumir no mês seguinte o mandato no Legislativo pernambucano. Durante o governo do general Osvaldo Cordeiro de Faria em Pernambuco (1955-1958), assumiu interinamente o Executivo estadual em diversas ocasiões, na condição de presidente da Assembléia Legislativa. Em 1957 foi eleito pela Assembléia Legislativa, por votação indireta, para o cargo de vice-governador. Em novembro de 1958, Cordeiro de Farias deixou o governo e Otávio Correia o substituiu até janeiro do ano seguinte, quando transmitiu o cargo ao governador eleito, Cid Sampaio. Em outubro de 1958 reelegeu-se deputado estadual, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), exercendo o mandato até o final da legislatura. Não logrou eleger-se pela terceira vez consecutiva no pleito de outubro de 1962, quando se lançou candidato pelo Partido Social Trabalhista (PST), obtendo apenas a terceira suplência. Em 1963 começou a trabalhar como assessor jurídico do Ministério da Agricultura, nomeado pelo então ministro Osvaldo Lima Filho. Com a cassação dos mandatos de alguns deputados, de acordo com o Ato Institucional nº 1 (AI-1), de abril de 1964, baixado pelos militares após a deposição do presidente João Goulart (31/3/1964), veio a assumir uma vaga na Assembléia Legislativa pernambucana. Em 1966, foi candidato a suplente de senador pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, mas não foi eleito.
Aposentou-se em 1970, quando ocupava o cargo de assessor jurídico do Ministério da Agricultura. Faleceu no dia 24 de maio de 1993, em Recife.
FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1951-1955); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; CORRESP. GOV. EST. PE; Diário Oficial; Encic. Mirador; INF. FAM.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2 e 3). 

Fonte face Manoel Souto de Arruda

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